quarta-feira, 25 de agosto de 2010

primeira poesia publicada


Ciranda da rosa vermelha


correndo pelo campo de rosas
a menina sente o vento esvoaçar o seu vestido


correndo pelo tempo revestido em cor
transpassa os espaços


as pétalas brincam com sua boca,
ansiosa dos sabores


seus olhos avistando a beleza que ainda nao tocou
os pés,
o corpo,
a barra do vestido... invadidos pelo que ainda vem


no contato com os perfumes
o tato se aguça


o vento sopra mais forte
despudorando a bela menina


ela se deixa sentir
a terra molhada da chuva passada
o som do rio vizinho
o raio de sol alumiando
...


o vento sopre mais forte
despindo a bela

ela parece a heroina de Delacroix

4 comentários:

  1. hmmmmm...Delacroix? muito bom, cheio de movimento como a sua poesia publicada
    beijos,
    Liberdade

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  2. muito imagético, clá!
    e sinestésico!

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  3. poooorra, sacanagem... venho aqui pra continuar a nossa conversinha sobre acentos e palavras (brigado por elas, aliás, gostei muito, viu?) e encontro um poema desses! Me amarrei muito, ficou legal pra burro! Super cheio de cores, sabores... isso é ótimo.

    Aliás meu poema mais recente do blog é a nossa primeira parceria, sabia? (quebra aí a cabeça tentando descobrir, depois eu te digo)

    como vai paris?

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  4. que coisa linda. A leveza das tuas palavras é tão gostosa, parece o próprio vento falando. queria eu ser o vento...

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